Abra seus dedos/Spread your toes/Abre tus dedos

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Abra seus dedos

Ele alto, criativo e espevitado. Ela ‘mignon’, doce e suave. Ele diz que você pode um pouco mais; ela sorri. Os dois acham que tem que fortalecer os músculos das costas antes. Ele fala, explica e inventa algo para demonstrar-lo; ela olha atenta e dá voltas pela sala tocando nos pontos certos até que a postura esteja montada. Os dois juntos, para mim nesse momento, representam o equilibrio e desequilibrio dentro dessa sala de yoga.

sala de yoga pequenoO equilíbrio e o desequilíbrio são muito relativos. Em um momento sentimos equilíbrio, no outro ele se perdeu. Eu entrei naquela tenda no meio do verde convencida que meu corpo é o que é. Convencida dos meus limites, feliz com eles, e sempre disposta a supera-los. Eu saí do segundo dia de workshop convencida de que eu não conheço estes limites, que estou longe de ter um corpo equilibrado, e que essa prática – a busca pelo autoconhecimento – é um caminho para toda uma vida.

Mark e Joanne Darby parecem ter passado grande parte da vida nesse caminho. E eu sou grata pela oportunidade.placa Mark and joanne darby workshop

A sensação da minha prática mudou. A sensação no meu corpo mudou. Agora sinto muito mais esforço em manter uma postura; Estou falando de ficar de pé – Samasthiti. Dedos dos pés bem espalhados, costelas para dentro, quadril encaixado, ombros para trás (levando a cabeça para trás os ombros acompanham) e um doce sorriso. Eles explicam o óbvio que se perdeu pelo caminho, que a base é tudo. E em cada uma das asanas (posturas de yoga),  o foco é o mesmo: base e conexão. Conexão primeiro com o próprio corpo. Não é a primeira vez que escuto um professor falar de conexão, é o que buscamos basicamente no yoga. Mas é a primeira vez que escuto com tanta objetividade e clareza.

Espalhe seus dedos dos pés e seus músculos da perna relaxam e esticam; Olhe para a ponta do nariz e seu abdomem entra um pouco mais sem esforço; entre suas costelas (em lugar de lançar-las para fora) na hora de fazer uma flexão para frente; ‘soco na barriga’ (a forma que ele nos fazia entender que a barriga tinha que entrar); e abra seu peito. Essas foram algumas poucas coisas que tivemos o privilégio de viver essa semana.

Ele explica que se desejamos e estamos prontos para trabalhar, o universo providencia aprendizagem.

Buddha pequenoÉramos quinze. Criamos o calor nas aulas da manhã e o calor caía sobre nós nas aulas da tarde. A finca (um sítio pequeno), estava rodeada de árvores e estátuas de Buddha. Sei que soa delicioso; bom, fomos do delícioso ao trabalhoso de um pulo. Foi uma semana dura. Não me refiro só a aula guiada e aos ajustes; me refiro a explosão de sentimentos dentro do peito quando as costelas se expandem; a quantidade de informação recebida sobre cada uma das porturas; me refiro a reação do corpo e da mente quando estão sendo levados a sair da sua zona de conforto.

O primeiro dia foi uma aula guiada como a que conhecemos todos, contagem longa em sãnscrito, sorriso no rosto… do professor… e muito esforço. Nesse momento já começamos a entrar em contato com a forma um tanto especial desses professores de te ‘colocar em linha’. Com a ponta dos dedos em lugares do corpo muito específicos eles te conduziam até o seu melhor da postura. Mais adiante eu me daria conta de que os ajustes, basicamente, eram os mesmos em qualquer postura (no meu caso): ombros, costela para dentro, quadril suavemente encaixado e peito aberto.

No último dia de workshop também foi aula guiada. Darby recitando sons que representavam os sete chakras ao inspirar e AUM ao expirar. Nunca tinha participado de uma aula guiada assim; tudo muito mais lento e intenso. Praticamos pranayma todas as manhãs antes da prática de asanas; E durante as tardes Joanne sentada sorria enquanto Darby demonstrava as saudações ao sol com elásticos. Isso; elásticos destes de ginástica. Ele fez isso durante quase todas as tardes dessa semana, explorando cada postura (incluindo algumas da segunda série). Interessante observar com a experiência no próprio corpo, de onde vem a força para realizar cada postura e de onde não pode vir essa força. Não tenho como descrever em palavras como usar os elásticos para este fim e não estou disposta a demonstrar-lo (sorriso), o único que posso dizer é que funciona. Que diminui o esforço quando se descobre que todo o corpo está realmente conectado e que a prática muda de forma significativa quando isso acontece.cabeça Buddha

Joanne quem começa contando a história deles dois até chegar a Mysore. Os primeiros cinco anos em Mysore ainda muito jovens; como se conheceram; os dois filhos nascidos na Índia; a vida perto do Guruji (Pattabhi Jois); o tempo longe da família; o terceiro filho já no Ocidente. Ele conta as aventuras e anseios pelo espiritual e pelas festas. Os dois concordam que não faz diferença praticar posturas avançadas, não se fica mais felizes por isso. O yoga não é isso. Contam como foi sua vida quando voltaram dessa longa estância na Índia depois de todas as descobertas. De como o mundo real atingiu eles; foram doze anos em que a yoga ficou esperando para ser redescoberta. E assim foi; o que parecia uma maldição (nas palavras da própria Joanne), que era essa inclinação por essa forma de vida que busca o espiritual; se revelou uma benção quando eles conseguiram se reencontrar com o yoga, retomar sua prática. Depois de tudo, mais cinco anos na Índia com as criaças; a abertura do centro de yoga no Canadá e Ashtanga Yoga na boca do povo. Hoje eles são celebridades do mundo do Ashtanga Yoga. Mais acima de tudo pessoas muito especiais; pessoas corajosas; professores dedicados. Sou muito grata pelos ensinamentos; por dividir a sua história conosco e mostrar que tudo é possível; mostrar  que são pessoas ‘comuns’ que tiveram que superar suas dificuldades pelo caminho e como são pessoas extraordinárias que transformaram estas dificuldades em aprendizados.

Então ‘abra bem seus dedos’, descubra a conexão do seu corpo e viva o que dita seu coração!

Texto e fotos: Paloma Villela
(Sobre a vivência do workshop com Mark e Joanne Darby – Yoga Finca Mallorca)

Revisão: Marcel Ruiz Forns


Spread your toes

He, tall, creative and lively. She, ‘mignon’, sweet and smooth. He says you can a little more; she smiles. Both think you have to strengthen the back muscles before. He speaks, explains and invents something to show you; she looks attentive and goes around the room touching the right spots until the position is mounted. The two together at this moment, represent for me the balance and imbalance within that yoga room.

sala de yoga pequenoThe balance and imbalance are very relative. In a moment we feel balance, in the next it is lost. I walked into that tent in the middle of the green convinced that my body was what it was. Convinced of my limits, happy with them, and always willing to overcome them. I went out of the second day of workshop convinced that I do not know these limits, and that I’m far from a balanced body, and that this practice – the search for self-knowledge – is a way for a lifetime.

Mark and Joanne Darby seem to have spent much of there life in this way. And I am grateful for the opportunity.placa Mark and joanne darby workshop

The feeling of my practice changed. The sensation in my body changed. Now I feel much more effort to maintain a posture; I’m talking about a standing position, Samasthiti. Toes spread, ribs inside, hip embedded, shoulders back (leaning the head back, the shoulders go with it) and a sweet smile. They explain the obvious, that was lost along the way, the base is everything. And in each of the asanas (yoga postures), the focus is the same: base and connection. Connection first with the body. It is not the first time I hear a teacher talk about connection, it’s basically what we seek in yoga. But it’s the first time I hear with such objectivity and clarity.

Spread your toes and your leg muscles relax and stretch; Look at the tip of your nose and the abdomen comes in a little effortlessly; pull in your ribs (rather than throw them out) in the moment to bend forward; ‘punch in the stomach’ (the way he made us understand that the belly had to enter); and open your chest. Those were a few things that we were privileged to live this week.

He explains that if we want to, and are ready to do the work, the universe provides the learning.

Buddha pequenoWe were fifteen. We made up the heat in the morning classes and the heat fell upon us in the afternoon classes. The ‘finca’ (a small croft), was surrounded by trees and Buddha statues. I know it sounds delicious; well, we went from delicious to laborious in a jump. It was a hard week. It wasn’t only the led class and adjustments; It was the explosion of feelings in the chest when the ribs expanded; the amount of information received on each of the postures; I mean the reaction of the body and the mind when they are being taken out of their comfort zone.

The first day was a led class as we know it all, long countings in Sanskrit, smile on the face… of the teacher… and a lot of effort. At that moment we already started to contact with the very special way of those teachers of ‘putting you on alignment’. With their fingertips in very specific spots of the body they led you to your best posture. Later I would come to realize that the adjustments were, basically, the same in any position (in my case): shoulders, ribs inside, gently embedded hip and open chest.

On the last day of the workshop it was also led class. Darby reciting sounds representing the seven chakras while inhaling and AUM wile exhaling. I never took part of a led class like that one; everything a lot slower and intense. We practiced pranayama every morning before the asana class. And during the afternoons Joanne, seated, smiled while Darby demonstrated the sun salutations with rubber bands. That’s it, those fitness rubber bands. He did that during almost all afternoons this week, exploring each posture (including some of the second series). Interesting to observe, with the experience of your own body, from where the force comes to perform a posture, and from where it can not come. I can not describe with words how to use the rubber bands for this goal, and I’m not disposed to demonstrate (smile), the only thing I can say is: it works. The effort of being in a posture diminishes when you discover that all your body is really connected, and the practice changes significantly when this happens.

cabeça BuddhaJoanne starts explaining their story, until they met in Mysore. The first five years in Mysore, still very young; how they met; their two children born in India, life next to Guruji (Pattabhi Jois); time far away from the family; their third child already in the western world. He, explains the adventures and longings for the spiritual and for partying. Both agree that it doesn’t make any difference to practice advanced postures vs basic postures, you don’t get happier for that. Yoga isn’t like this. They explain how their lives were when they returned from this long time in India, after all the insights. The way the real world received them. During twelve years, yoga was waiting to be rediscovered for them. And so it was, what seemed like a curse (in Joanne’s own words), meaning this inclination to the spiritual life, revealed to be a blessing when they managed to meet again with yoga, and resume their practice. After all, five years more in India with the children, the opening of their yoga shala in Canada, and Ashtanga Yoga in everyone’s mouths. Today, they are celebrities in the world of Ashtanga Yoga. But above all, very special people; courageous people; dedicated teachers. I’m very grateful for the teachings; for dividing their story with us and showing that everything is possible; showing that they are just common people, that had to overcome their difficulties on the way, and how they are extraordinary people that turned those difficulties into learnings.

So, ‘open wide your toes’, discover the connection of your body and live what your heart dictates.

Text and photos: Paloma Villela
(On the experience of the workshop with Mark and Joanne Darby – Yoga Finca Mallorca)

Review: Marcel Ruiz Forns


Abre tus dedos

Él alto, creativo y alerta. Ella ‘mignon’, dulce y suave. Él dice que puedes un poco más; ella sonrie. Los dos creen que tienes que fortalecer los músculos de la espalda primero. Él habla, explica y inventa algo para demostrarlo; ella mira atenta y rueda por la sala tocando los puntos correctos hasta que tu postura esté montada. Los dos juntos, para mi, en este momento, representan el equilíbrio y desequilíbrio dentro de esta sala de yoga.

sala de yoga pequenoEl equilibrio y el desequilibrio son muy relativos. En un momento sentimos equilibrio, en el otro se ha perdido. Yo entré en esta tienda en medio del verde convencida de que mi cuerpo es lo que es. Convencida de mis límites, feliz con ellos, y siempre dispuesta a superarlos. Salí del segundo día de workshop convencida de que no conozco mis límites, que estoy lejos de tener un cuerpo equilibrado, y que esta practica – la busca por el auto-conocimiento – es un camino para toda la vida.

Mark y Joanne Darby parecen haber pasado gran parte de su vida en este camino. Y yo soy grata por la oportunidad.

placa Mark and joanne darby workshopLa sensación de mi práctica ha cambiado. La sensación en mi cuerpo ha cambiado. Ahora siento mucho más esfuerzo en mantener la postura; Estoy hablando de estar de pie – Samasthiti. Dedos de los piés bien abiertos, costillas hacia dentro, cadera encajada, hombros hacia atras (llevando la cabeza hacia atras los hombros acompañan) y una dulce sonrisa. Ellos explican lo obvio que se ha perdido en el camino, que la base lo es todo. Y en cada una de las asanas (posturas de yoga), el foco es el mismo: base y conexión. Conexión primero con el propio cuerpo. No es la primera vez que escucho un profesor hablar sobre conexión, es lo que buscamos basicamente con el yoga. Pero es la primera vez que lo escucho con tanta objetividad y claredad.

Abre bien tus dedos de los piés y los músculos de la pierna se relajan y se estiran; Mira hacia la punta de la nariz y el abdomen entra un poco más sin esfuerzo; entra las costillas (en lugar de lanzarlas hacia afuera) en las flexiones hacia adelante; ‘golpe en la barriga’ (la forma en que él nos hacía entender que la barriga tenía que estar hacia adentro); y abre el pecho. Estas fueron algunas de las cosas que tuvimos el privilégio de vivir esta semana.

Él explica que si deseamos y estamos listos para trabajar, el universo provée el aprendizaje.

Buddha pequenoÉramos quince. Creabamos calor en las clases de la mañana y el calor caía sobre nosotros en las clases de la tarde. La finca tenia árboles y Buddhas por todo su alrededor. Se que suena delicioso; bueno, fuimos de lo delicioso hacia lo trabajoso de un salto. Fue una semana dura. No me refiero solo a la clase guiada y ajustes; me refiero a la explosión de sentimientos dentro del pecho cuando las costillas se expanden; a la cantidad de información recibida sobre cada una de las posturas; me refiero a la reacción del cuerpo y de la mente cuando dejan la zona de confort.

El primero día fue una clase guiada como la que conocemos todos, contages largos en sanscrito, sonrisa en la cara… del profesor… y mucho esfuerzo. En este momento ya empezamos a entrar en contacto con la forma un tanto especial de estos profesores de ‘ponernos en linea’. Con la punta de los dedos en lugares del cuerpo muy específicos, te conducian hasta tu mejor postura. Más adelante, me daria cuenta de que los ajustes, basicamente, eran los mismos en cualquier postura (en mi caso): hombros, costillas hacia dentro, caderas suavemente encajadas y pecho abierto.

En el último día de workshop también hubo clase guiada. Darby recitaba sonidos que representaban los siete chakras al inspirar y AUM al expirar. Nunca habia participado en una clase guiada así; todo mucho más lento y intenso. Practicamos pranayama cada mañana antes de las asanas; Y durante las tardes Joanne, sentada, sonreía mientras Darby demostraba los saludos al sol con elásticos. Esto; elásticos como aquellos que se usan en gimnasia. Hizo esto durante casi todas las tardes de esta semana, explorando cada postura (incluiendo algunas de la segunda serie). Interesante observar experienciando en el propio cuerpo, de donde viene la fuerza para realizar cada postura y de donde no tiene que venir esta fuerza. No tengo como describir en palabras como utilizar los elásticos para este fin y no estoy dispuesta a demostrarlo (sonrisa), lo único que puedo decir es que funciona. Que disminuye el esfuerzo cuando se descubre que todo el cuerpo está realmente conectado y que la práctica cambia de forma significativa cuando esto ocurre.

cabeça BuddhaJoanne fué quien empezó a contar su história hasta llegar a Mysore. Los primeros cinco años en Mysore aún muy jovenes; cómo se conocierón; los dos hijos nacidos en la India; la vida cerca del Guruji (Pattabhi Jois); el tiempo lejos de la família; el tercer hijo ya en Occidente. Él cuenta las aventuras y los anhelos por lo espiritual y por las fiestas. Los dos están de acuerdo que da igual practicar posturas avanzadas, nadie es más feliz por eso. El yoga no es esto. Cuentan como fué su vida cuando volvieron de esta larga estancia en la India después de todas los descubrimientos. De como el mundo real los golpeó; fueron doce años en que el yoga se quedó esperando a ser redescubierto. Y así fué; lo que parecia una maladición (según las palabras de Joanne), esta inclinación por esta forma de vida que busca lo espiritual; se reveló una bendición cuando conseguieron reencontrarse con el yoga, reiniciar la práctica. Después de todo, cinco años más en la India con los niños; la abertura de su centro de yoga en Canadá y el Ashtanga Yoga en la boca de la gente. Hoy son celebridades en el mundo del Ashtanga Yoga. Pero más que nada son personas muy especiales; personas corajosas; profesores dedicados. Soy muy grata por las enseñanzas; por compartir su historia con nosotros y enseñarnos que todo es posible; enseñar como son personas ‘comunes’ que tuvieron que superar sus dificultades por el camino y como son personas extraordinarias que han transformado estas dificultades en aprendizaje.

Entonces ‘abre tus dedos de los piés’, descubre la conexión de tu cuerpo y vive lo que dicta tu corazón!

Texto y fotos: Paloma Villela
(Sobre la vivencia del workshop con Mark y Joanne Darby – Yoga Finca Mallorca)

Revisión: Marcel Ruiz Forns

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