Contos de fadas e conto de farsas/Fairy tales and fake tales

in english below…

 

Photography: Paloma Villela and Edition: Patrick Villela

Photography: Paloma Villela and Edition: Patrick Villela

O dia começa cedo. O galo nem cantou, mas a rua já está em movimento. Talvez o galo já não esteja por ai. Mas estamos rodeados por micos, árvores, gambás. Tudo, no jardim de casa. Fora, o mundo é diferente. No nosso mundo às fadas ajudam as abelhas a espalhar o polém, papai Noel ainda vem no Natal comemorar o nascimento do menino Jesus, e todas as pessoas da rua são amigos em potencial.

Não posso agora usar a desculpa de que tenho filho pequeno. Gosto da idéia de fadas e duendes. Gosto da idéia de que todos podemos alimentar nossa natureza divina. Sei que alguns escolhem não fazer; mas todos temos a possibilidade.

Tudo isso, faz parte de um conto de fadas real e imaginário. Mas para que essa realidade seja crível, ela tem que sofrer algumas alterações. Por exemplo: Por que só os personagens malvados sofrem com fantasmas da inveja, insegurança, covardia, rejeição? Os personagens bondosos não sentem estas inclinações!? Em um mundo ideal os maus só sentem maldade e os bons bondade!?

Eu acredito nos contos de fadas aonde todos temos a benção e a maldição de sentir os dois extremos. No mundo a onde escolhemos consciêntes que semente plantar; e depois da árvore crescida, que galhos podar. O tipo de conto de fadas onde os bondosos escolhem alimentar sua natureza mais divina e generosa; mas que não esconde a sua natureza humana.

Nesse mundo se perde a paciência, se respira fundo, se fica doente, se irrita e talvez em algum momento solta um grito abafado (daqueles que não se quer soltar). Para alguêm disposto a observar suas próprias reações; isso pode ser visto com compaixão (se colocar no lugar do outro). Afinal, quem -de alma bondosa- que não perdeu a paciência, sentiu medo, inveja, covardia, insegurança!? O mais importante não é a semente!? Dessa semente nasce a árvore. E nessa árvore com galhos sem fim, todo tipo de sentimento nasce. Mas a raíz é bondosa; se foi essa a semente plantada.

Assim compreendendo o outro, compreendo a mim mesma. E gero respeito por mim e pelo outro. Pelo menos por uma fração de momento; por que afinal  sou personagem de contos de fadas da vida real, e tenho o privilégio (ou não) de sentir benção e maldição. Um interagindo com o outro. Um ensinando o outro.


Texto: Paloma Villela
Revisão: Marcel Ruiz
Fotografia: Paloma Villela
Revisão de fotografia: Patrick Villela
Participação especial na revisão do texto: Silvana Pinotti


 

Photography: Paloma Villela and Edition: Patrick Villela

Photography: Paloma Villela and Edition: Patrick Villela

The day begins early. The rooster hasn’t sung yet, but the street is already in movement. Maybe the rooster isn’t around. But we are surrounded by little monkeys, trees, opossums. All, in our garden. Out, the world is different. In our world the fairies help the bees to spread the pollen, Santa Claus still comes in Christmas to celebrate baby Jesus birth, and all people from the street are potential friends.

I can’t be using now the excuse that I have a small child. I like the idea of fairies and elves. I like the idea that we all can feed our divine nature. I know some choose not to; but we all have the possibility.

All that, is part of a real and imaginary fairy tale. But for this reality to be credible, it has to suffer some changes. For example: Why just evil characters suffer with ghosts of envy, insecurity, cowardice, rejection? Don’t the nice characters feel those inclinations? In the ideal world, does the bad just feel evil and the kind just feel goodness!?

I believe in fairy tales were we all have the blessing and the curse of feeling both extremes; In the world were we consciously choose what seed to grow; and after the tree has grown, what branches to prune. The kind of fairy tale where the kind people choose to feed their divine and generous nature; without hiding their human nature.

In this world you lose your patience, take a deep breath, you get ill, irritated and maybe at some moment, you release an airless cry (the kind you don’t want to do). For someone willing to watch your own reactions; this could be seen with compassion (put yourself in the place of the other). After all who – with kind soul – hasn’t lost patience, felt fear, envy, cowardice, insecurity!? Isn’t the seed the most important!? From this seed grows the tree. And from this tree with endless branches, all kind of feelings grow. But the roots are kind; if that was the planted seed.

Like this, I understand the other and I understand myself. And I generate respect for me and the other. At least for a fraction of moment; because in the end I’m a real live fairy tale character, and have the privilege (or not) of feel blessing and curse. One interacting with another. One teaching the other.

Text: Paloma Villela
Review: Marcel Ruiz
Photography: Paloma Villela
Photo Review: Patrick Villela
Special participation in reviewing the text: Silvana Pinotti

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